Casa Irmã SerafinaALTAMIRA · PARÁ
Retrato de Irmã Serafina Cinque
Irmã Serafina Cinque (1913–1988)
Acervo da Casa
OBRA SOCIAL · DIOCESE DO XINGU-ALTAMIRA

Ela abriu a porta quando
o hospital não tinha mais
onde colocar ninguém.

A Casa Irmã Serafina continua, em Altamira, o acolhimento que a Venerável Irmã Serafina Cinque começou às margens da Transamazônica — para gestantes, doentes e quem chegava sem ter para onde ir.

Quem foi Irmã Serafina

Uma religiosa italiana que atravessou o oceano, chegou ao Xingu em 1971 e ficou conhecida na região como o Anjo da Transamazônica.

Irmã Serafina Cinque em retrato do acervo da Casa
Acervo da Casa · imagem cedida pelas irmãs

Serafina Cinque nasceu na Itália em 1913 e entrou para a Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo, que a enviou ao Brasil.

Em 1971 foi destinada a Altamira, então sede da Prelazia do Xingu. A abertura da rodovia Transamazônica havia trazido para a região milhares de famílias, e com elas a doença, a fome e o desamparo. O hospital da cidade não dava conta de receber as gestantes e os enfermos que chegavam da estrada.

A resposta dela foi simples e prática: acolher em casa quem o hospital não podia internar. Foi assim que nasceu a obra — do acolhimento de pessoas que não tinham mais a quem recorrer, num tempo em que a cidade inteira ainda se organizava.

Morreu em 1988, deixando a obra de pé. A fama de santidade permaneceu entre as pessoas que ela atendeu, e o processo que reconhece essa vida corre na Igreja desde então.

Marcos

Nascimento, na Itália

Serafina Cinque nasce e, mais tarde, ingressa nas Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo.

Chegada a Altamira

É enviada à sede da Prelazia do Xingu, no auge da abertura da Transamazônica, e começa a acolher gestantes e enfermos que o hospital não conseguia receber.

Morte

Deixa a obra em funcionamento e a fama de santidade entre as famílias da região.

Conclusão da fase diocesana

Encerrada em Manaus, em 29 de setembro, depois de o tribunal diocesano ouvir dezenas de testemunhas em Belém, Altamira, Manaus, Belo Horizonte e no exterior. A documentação segue para a Congregação das Causas dos Santos, no Vaticano.

Declarada Venerável

O Papa Francisco reconhece as virtudes heroicas de Irmã Serafina — passo que antecede a beatificação.

A obra, em fotografias

Imagens do acervo da Casa, guardadas pelas irmãs. Boa parte não tem data registrada — mostram o cotidiano do acolhimento nas primeiras décadas.

Irmãs e colaboradoras reunidas em frente à casa
Irmãs e colaboradoras em frente à casa
Trouxas de doações preparadas no chão do salão
Doações preparadas para distribuição
Moças reunidas em volta de uma mesa comprida de trabalho
Trabalho em volta da mesa comprida
Distribuição de alimentos em mesa, com crianças ao redor
Dia de distribuição
Pessoas sentadas às mesas do refeitório
O refeitório
Irmãs reunidas diante de faixa com a bem-aventurança dos pobres em espírito
Encontro da congregação, diante da bem-aventurança dos pobres em espírito

A Casa hoje

O acolhimento continua, agora com a estrutura e os registros que uma obra social precisa ter para prestar contas de tudo o que recebe.

A Casa segue acolhendo pessoas encaminhadas de Altamira e dos municípios da região, mantida por doações, parcerias e pelo trabalho das irmãs e da equipe.

Cada acolhimento tem hoje registro próprio: entrada, acompanhamento de saúde, consultas e exames, e a prestação de contas do que entra e do que sai. É o que permite à Casa responder com números ao que antes só se sabia de memória.

Acolhimento

Recepção, acompanhamento e encaminhamento de quem chega — com registro de cada etapa.

Saúde

Agenda de consultas e exames, controle do que foi realizado e do que ainda falta voltar.

Prestação de contas

Doações, despesas e relatórios organizados pelas contas que a legislação exige.

Obra social ligada à Diocese do Xingu-Altamira

A Casa Irmã Serafina é uma obra social vinculada à Diocese do Xingu-Altamira. O responsável legal é o bispo diocesano, Dom Frei João Muniz Alves, OFM.

Franciscano, Dom João é o bispo titular da Diocese do Xingu-Altamira, que abrange uma das maiores extensões territoriais do país — área marcada pela Transamazônica, pelos conflitos de terra e pelas transformações trazidas pelos grandes projetos na região do Xingu.

O vínculo diocesano dá à Casa o amparo institucional de que uma obra social precisa: responsabilidade jurídica definida, continuidade para além das pessoas que estão à frente hoje e prestação de contas à comunidade que a sustenta.

A causa de canonização de Irmã Serafina é acompanhada pela Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo, tendo como vice-postuladora no Brasil a Irmã Marília Menezes.

Sistema de gestão da Casa

O acompanhamento das pessoas acolhidas, a agenda de saúde e a prestação de contas são feitos em sistema próprio, de acesso restrito à equipe da Casa.

Entrar no sistema